Agricultura em perspectiva

“Hoje, o conhecimento científico produz-se a partir de redes de cooperação científica internacionais que extravasam fronteiras, numa escala de produção – em qualidade e quantidade – nunca antes vista", pode ler-se no artigo «A Universidade de Évora e a agricultura no Alentejo», assinado por Ana Costa Freitas, Reitora da Universidade de Évora, na CULTIVAR – Cadernos de Análise e Prospetiva, do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral.

Expondo em retrospectiva a “longa história que remonta ao século XVI” da Universidade jesuítas, até à atualidade, passando pela Escola de Regentes Agrícolas, “que poderá ser o próprio espelho da evolução do país nesta área” tal como considera, Ana Costa Freitas recorda que, “no espaço onde se formavam regentes agrícolas (Herdade da Mitra, hoje Polo da Mitra), desenvolve-se hoje ciência aplicada nas áreas relacionadas com as ciências agrárias e ministra-se um ensino em estreita relação entre investigação científica e a prática no terreno”. Recorde-se que em 1921 foi criada na herdade a Escola Prática de Agricultura de Évora, que viria a ser integrada na Escola de Regentes Agrícolas de Évora em 1931 e no Instituto Universitário de Évora, depois Universidade de Évora, em 1973.

A Reitora da Universidade de Évora aborda ainda neste extenso artigo diversos aspectos da agricultura e da história desta no país, com destaque para o caso do vinho, cuja evolução científica levou “ao desenvolvimento de novos produtos de excelência”, e faz recordar que foi a Universidade de Évora a desenvolver o primeiro projeto de investigação vitivinícola, “que levou posteriormente à demarcação da região”.

Para Ana Costa Freitas, os desafios na área da agricultura “têm sido enormes”, e apresenta a rede de regadio do Alqueva “fundamental no desenvolvimento económico da região e altamente potenciadora de inovação ao nível agrícola”. Entre outras questões, sublinha no artigo, como fatores decisivos, as “ligações profundas” entre a Academia e o tecido produtivo e económico bem como o vasto leque de formação oferecido pela Universidade, desde o primeiro ciclo à formação avançada na área da agricultura. 

Destaque ainda, ao nível da investigação, para o recém-criado MED, uma unidade de investigação que intervêm na área da Agricultura e Ambiente no Mediterrâneo, classificada de excelente na última avaliação FCT, onde foi valorizada “a reflexão altamente sofisticada do conceito “Mediterrâneo” e a forte ligação entre a investigação e a prática, respondendo a questões formuladas por agricultores e empresas agro-alimentares.

A adega e a vinha, o Hospital Veterinário ou os ensaios de rega de sobreiros foram outros aspectos sublinhados por Ana Costa Freitas, que apresenta uma Universidade focada na resolução de vários problemas, entre eles, os ligados à alimentação ou ainda aos efeitos produzidos pelas alterações climáticas, “contribuindo para soluções globais agindo localmente”.   

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Publicado em 24.10.2019
Fonte: GabCom | UÉ